| Radiolar
- A Revista Social da Cidade |
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O programa “Radiolar” teve início
em 1º de Junho de 1952, na mesma data de aniversário
da cidade de Guaxupé, com a programação voltada
para a família de Guaxupé e região.
Graças a um trabalho sério de Nabih Zaiat e Kaled
Cury, dois jovens idealizadores, o Programa foi ao ar sem muitas
dificuldades, não sendo espelhado em nenhum outro programa
de rádio do Brasil ou do exterior, pois a intenção
era oferecer algo novo, que tivesse a diversidade de características
do povo da Região.
A resposta foi de satisfação geral, era o início
de uma nova era. “Radiolar” trazia o que a população
queria ouvir.Foi marcante a mudança de hábitos na
cidade, motivada pela variedade de quadros do Programa, dentre eles?
“Notas Diversas”e “O que vai pela cidade”
onde eram lidas as notas de falecimentos, convites de missas, comunicados
de escolas, Prefeitura, Tiro de Guerra e do hospital comunicando
alta de algum paciente, pois a comunicação por telefone
era ainda precária e nem todos tinham acesso.
Um outro hábito que passou a fazer parte da vida do ouvinte
foi saber o nome dos aniversariantes do dia, o que se mantém
até hoje.
Durante os 59 anos de existência, a Rádio enfrentou
algumas dificuldades, visto a complexidade do segmento, porém,
conseguiu se manter no ar. Tanto é que, o Programa “Radiolar”
completou 54 anos, mantendo o mesmo perfil e
o mesmo apresentador, o Sr. Nabih Zaiat, fato que o leva à
indicação para o Guiness Book.
O
Sr. Nabih Zaiat exibe toda uma dinâmica para se comunicar
com o ouvinte, demonstrando assim como é feita esta comunicação
entre comunicador e receptor. É importante salientar a diferença
de entonação de voz do locutor a cada quadro do Programa,
ou seja, nas notas de falecimento, nas notas de aniversários
dos ouvintes, no noticiário local e nacional, nas músicas
que são dedicadas aos ouvintes da 3ª idade, nas propagandas
comerciais, etc. É fácil perceber que a ação
do locutor a cada quadro tem a finalidade de sensibilizar o ouvinte,
de forma que este ouvinte capte a informação da forma
direcionada pelo comunicador. Desta forma é que entende como
é possível interagir com o ouvinte e fazê-lo
captar o que se deseja, o que vem comprovar o que Gabriel Cohn(1971)
atribuí aos meios de comunicação, relacionando
os mecanismos sociais e psicológicos em termos de poder efetivo,
que poderá ser manipulado em favor de interesses particulares
ou de interesse geral.
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